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Luíza faz uma denúncia que mantém um poderoso traficante na cadeia e, por isso, fica na mira dos bandidos. Lélio, seu editor, para protegê-la, decide afastá-la do jornal e a coloca para fazer um Guia de Negócios entre o Brasil e a China. Ela desabafa com o marido, que dá uma força, dizendo que será bom para ela. Luíza reage contrariada, pois não se sente cansada, mas Cláudio, conhecendo a mulher, diz que ela logo encontrará algo interessante na nova função. Na viagem a uma fazenda no interior de São Paulo para realizar o Guia, Luíza descobre uma vila abandonada onde outrora houve camponeses imigrantes da China. No interior de uma pequena casa, ela conhece a jovem chinesa Ming, que lhe conta a visão premonitória de que Luíza irá à China e verá um grande Buda. O encontro com aquela misteriosa mulher deixa Luiza atordoada. De volta à sede da fazenda, ela conta ao proprietário o encontro que teve com a jovem. Este, para espanto de Luíza, diz ser impossível, pois não há nenhum chinês por lá há mais de 30 anos. Luíza é atormentada por sonhos com a chinesa Ming. Decide então retornar à fazenda. Ao voltar à pequena casa, ela constata estar totalmente abandonada. De repente o vento sopra um velho cartaz chinês que cai aos seus pés, com a imagem de um artista de circo. Mais tarde, pesquisando antigos livros da Fazenda, ela descobre a seguinte história da jovem chinesa. Ming, era casada com Zheng e foi estuprada por outro jovem chinês da vila. Ela decide esconder esse segredo de todos, até mesmo do marido com quem tentava um filho. Numa relação íntima entre Ming e o marido vemos ver um sinal de nascença que há em seu pé. Meses depois, Ming se descobre grávida. O chinês estuprador, ao saber do nascimento da criança, quis tomá-la para si, mas Zheng surgiu de repente e, numa briga, acabou matando o rival. Zheng, atordoado com o crime, e para punir a mulher, fugiu com a criança para a China. Ming, desesperada, tirou sua própria vida atirando-se no rio. A descoberta de que Ming é um espírito mexe com tudo o que Luíza acredita. Já em casa, Luíza tem uma discussão com Cláudio, que se demonstra decepcionado por ela não ter avisado nada e sumido por três dias. Ele quer investir no relacionamento dos dois, fala inclusive em um filho, mas Luíza não dá importância. Na redação do jornal, Luíza e Gisele recebem a notícia de que os empresários adoraram o Guia. A poeira baixou e Luiza já pode voltar ao jornal. Mas, ao contrário do que todos imaginavam, ela pede para acompanhar Gisele na viagem à China, para o lançamento do Guia de Negócios. Em casa, Luiza entra em novo conflito com Claudio, que não agüenta mais a maneira como o trabalho da mulher interfere na vida do casal. Já na China, Luíza mostra o cartaz para seu anfitrião chinês. Ele explica que o cartaz menciona uma cidade distante, na região norte do país. Ela deixa, então, os compromissos em Pequim de lado por alguns dias para fazer a viagem ao interior. Pede para Gisele acobertá-la. Pelo caminho, descobre as dificuldades de uma língua e cultura completamente diferentes. Sua obstinação, entretanto, acaba levando-a ao encontro da cidade do antigo cartaz. No barco, próximo ao local, ela depara-se com a imagem do grande Buda e chora, emocionada, ao lembrar da premonição do espírito de Ming: "um grande Buda vai recebê-la!" Luíza visita uma escola de circo, onde conhece Tching que, para
sua surpresa, fala português. Ele reconhece seu pai no cartaz que Luíza traz consigo. Zheng aparece e, ao contrário do filho, fica furioso ao se confrontar com o passado. Joga o cartaz no chão e expulsa Luíza de sua casa. Mais tarde, Tching e Luíza encontram-se no hotel dela. Ele desculpa-se pela reação do pai. Para esclarecer as dúvidas, mostra a Luíza a foto de sua mãe brasileira. Luiza espanta-se com a foto e revela a Tching que a mulher que ele pensa ser sua mãe é, na verdade, uma atriz brasileira muito famosa. E sugere que ele vá conversar com seu pai. Tching fica atônito e não crê na revelação de Luíza, que percebe que Tching não sabe a verdade sobre a história de sua família. Tching vai até a balsa encontrar Luíza uma última vez. Ele está muito confuso e não pode esclarecer as coisas com o pai, que sumiu. Luíza pede que ele a procure, caso precise. De volta ao Brasil, Luíza retoma sua vida cotidiana, tentando esquecer tudo que se passou na China. Ela está empenhada em salvar seu casamento, mas envolve-se em outra briga com Claudio, quando recebe uma ligação de Tching, dizendo que virá ao Brasil para descobrir mais sobre seu passado. Cláudio mostra ciúmes do chinês e antecipa uma viagem para Brasília, a fim de não se envolver nessa história. Luíza leva Tching à fazenda, onde ele toma conhecimento da verdadeira história dos pais. Sem suportar a pressão da descoberta, ele pede para irem embora. É uma noite de tempestade. Eles vão de carro pela estrada quando são obrigados a frear bruscamente diante de uma visão impressionante: o espírito de Ming que surge para o filho. Tching fica desnorteado ao ver sua verdadeira mãe. Então acredita na versão de Luíza. Quando Luiza e Tching retornam a casa dela, ela percebe que o marido
tirou suas coisas de lá e fica desapontada. No dia seguinte, Luiza
e Tching passeiam pela praia e se beijam. Tching decide ir ao templo budista no sul do Brasil, o GOMPA, procurar a orientação de um amigo que tornara-se monge. Luíza, que precisava mesmo sair um pouco da cidade, decide acompanhá-lo. Ela fica extasiada com a energia espiritual do lugar e sugere a Tching que fique lá para coordenar a escola de circo que o amigo deseja abrir. Ele, no entanto, precisa voltar à China para encontrar seu pai. De volta ao Rio, Luiza e Tching não resistem aos sentimentos e fazem amor. Tching retorna à China, mas não consegue se entender com seu pai. Zheng o renega como filho bastardo e vai embora, sem dizer para onde. Meses depois, Luiza descobre-se grávida. Resolve, então, encontrar Tching na China. Ele diz a Luiza que sua vida está desmoronando: o circo chinês acabou, seu pai foi embora para um local desconhecido, e ele terminou seu namoro após tudo que aconteceu entre os dois no Brasil. Luíza revela a grande novidade: o filho. Tching, exultante, decide vir morar com ela na comunidade budista no Brasil. Lá, eles constroem a escola de circo para as crianças da comunidade. Luiza e Tching fazem da escola um local de amor à vida e ao próximo. Luiza tem uma gravidez assombrada por pesadelos, e um parto complicado. Tching, apreensivo, teme pela vida da mulher e do filho. No clímax da complicada cirurgia, os sinais vitais de Luíza cessam de súbito assustando os médicos. De repente, pés descalços surgem caminhando pelo corredor do hospital. E o fantasma de Ming surge ao lado da mesa cirúrgica, encarando Luíza com um sorriso. Luíza desfalece enquanto a vida dela passa como um filme veloz em sua mente. E, de repente, tudo se apaga. Vemos uma cerimônia budista. A música é misteriosa. Não sabemos se é uma comemoração ou um funeral. Felizmente, notamos Luíza entre os participantes. Mas sem o bebê. Ela o teria perdido? De repente, o bebê lhe é entregue. Tratava-se de uma comemoração ao nascimento da criança. Luíza abraça e beija seu filho, ao lado do pai. Dezoito anos depois, o filho de Luíza está num monastério na China, preparando-se para a vida monástica. Luíza, agora envolvida na aproximação cultural entre o Brasil e a China, aproveita uma de suas viagens e, durante a folga em suas atividades, vai até uma pequena cidade chinesa, E-Mei-Shan, para encontrar seu filho, o jovem Tao, no monastério budista. Num passeio, Ming aparece novamente para Luiza que, ao seguir o fantasma da jovem chinesa, encontra um misterioso cartão. Incomodada com a aparição de Ming após tantos anos, ela decide procurar a loja de porcelanas indicada no cartão. No local, Luiza vê Huang, dono da loja, gritando com sua esposa, Liu, e fica sem graça. Liu é quem pinta os vasos. Assim extravasa a difícil relação que vive com o marido. A jornalista compra algumas peças e pede que as entreguem no hotel. Zheng, o desaparecido pai de Tching, coincidentemente, trabalha nos fundos da loja. Mas ele e Luiza não se encontram. Tao confidencia ao seu mestre que vem sendo assolado por pesadelos com seu avô, que nunca chegou a conhecer. O mestre o aconselha a continuar meditando e a não fugir dos tormentos. Mas a angústia parece dominá-lo. Em seu quarto, Luiza recebe a visita de Tao no mesmo momento em que Huang chega com os vasos comprados. Tao reconhece nas porcelanas desenhos misteriosos que ele fazia quando criança e que surgem constantemente em seus sonhos. Fica curioso, pega o cartão dentro de um dos vasos e resolve ir até a loja também. Lá, ele assiste a um acidente: a roupa de Liu pega fogo no forno de cozimento dos vasos e Tao acaba cuidando da jovem chinesa. Depois ele compra algumas peças. À tarde, Tao e sua mãe caminham à beira de um rio, próximo à Cabana do Amor Proibido, onde no passado aconteceu uma trágica história de amor. Luiza fica sabendo dos pesadelos do filho. No dia seguinte, Tao passa na loja para saber se Liu está bem e um sentimento de afeição surge entre os dois. Em sua cela, mais tarde, ele quebra um dos vasos e retorna à loja com a desculpa de tentar consertá-lo. Convida, então, Liu para um passeio. Zheng tenta dissuadi-la da idéia, preocupado com a reação de Huang, seu violento marido, mas a jovem pede que ele a acoberte. Liu aproveita para falar sobre sua relação com Huang, um casamento arranjado pelos pais. O jovem Tao fala de sua infância no Brasil e da vocação monástica. Luiza volta a Shanghai para um compromisso profissional, um desfile de produtos brasileiros de exportação, mas aproveita outra folga para encontrar Tao novamente. Percebe um clima entre ele e Liu. O Mestre budista confessa para ela que também está preocupado com Tao. Sem saber ao certo como agir, Luíza liga para o marido Tching, que está no Brasil cuidando da escola de circo. Ele precisa ir à China para ajudá-la a resolver a situação com o filho. O Mestre vai até a cela de Tao e o encontra imerso em pensamentos no meio de seus desenhos, pendurados nas paredes. Ele está angustiado, duvida de suas escolhas e de sua vocação. Mais tarde, Tao vai ao encontro da mãe no hotel e descobre que seu pai, Tching, está a caminho da China. Tao discute com Luiza, quer cuidar da sua vida sozinho. Tao aparece na loja e pede para Liu encontrá-lo na Cabana do Amor Proibido, onde ele revela que as imagens pintadas por ela são iguais às dos seus desenhos e aparecem constantemente em seus sonhos. Ambos estão muito confusos, mas crêem que não há coincidências. Em casa, Huang espera por Liu, desconfiado. De volta ela mente sobre onde estava e sai antes que ele faça mais perguntas. Luíza está muito preocupada, conhece as tradições chinesas e, por isso, vai à loja pedir para Liu se afastar de seu filho. Zheng, escondido, descobre que o jovem Tao é filho de Luíza e do seu filho que ele julga bastardo. Finalmente, Zheng e Luiza ficam frente a frente, quando ele vai ao hotel para avisá-la que Tao corre perigo. Luiza revela que Tching, filho dele, está vindo para a China. Zheng não dá importância. E afirma, dramaticamente, que Tching não é filho dele. À noite, Tao vai procurar Liu na loja para dizer que eles precisam se afastar. Nessa hora, Huang aparece e começa uma briga. Zheng e Liu tentam segurá-lo, enquanto Tao foge, mas Huang, descontrolado, empurra os dois. No dia seguinte, acompanhada de Tching, recém-chegado do Brasil, Luíza sai à procura do filho, que está desaparecido desde a confusão. Eles vão ao Monastério, mas o Mestre desconhece o paradeiro de Tao. Ele mostra a cela e os desenhos espalhados. Luíza repara no desenho de Tão igual ao do vaso de Liu e chora. Huang chega bêbado à loja, abusa de Liu e vai embora, prometendo vingança. Procura por Tao no hotel e no Monastério, mas também não o encontra. Luíza e Tching procuram o filho. Num encontro emocionante na loja de porcelanas, Zheng mais uma vez reafirma na frente de Tching que não é o pai dele. Após Luíza e Tching deixarem o local, Liu informa para Zheng o paradeiro de Tão. Zheng, que se preparava para ir embora da cidade, vai às pressas ao encontro de Tao. Tao, desesperado, entrega seu corpo ao rio que corre ao lado da Cabana do Amor Proibido. Mas Zheng chega a tempo de salvá-lo. À beira do rio, ele abraça Tao, desfalecido. De repente, ele observa num dos pés do jovem a mesma marca de nascença que possui. Percebe, então, o erro que cometera ao renegar Tching como seu filho legítimo e acusar Ming de traição. Zheng abraça Tao com imenso carinho e chora em desespero comovente. Dias depois, Tao volta a encontrar-se com Liu na Cabana. Huang chega bêbado na loja, não encontra Liu e descobre, através de um desenho dela num vaso, o paradeiro de ambos: a cabana do amor proibido. Zheng vai ao hotel e avisa a Luiza e Tching que Tao precisa da ajuda
deles e pede que os dois Huang, armado de faca, entra na Cabana e encontra Tao, deitado no colo de Liu. Começa uma discussão. Tching, Luiza e Zheng aparecem, e todos se envolvem na briga. Zheng, na tentativa de defender o neto, acaba sendo esfaqueado. Mesmo ferido, ele consegue contra-atacar e mata Huang. Tao e Liu se encontram para a despedida. Ela não tem com quem ficar. Ele sugere que ela vá para o Brasil morar com seus pais. E Tao entrega-se, definitivamente, à vida monástica. Liu, agora no Brasil, trabalha em suas pinturas, enquanto Tching segue em suas aulas de circo. Luiza faz uma última viagem à fazenda onde havia a colônia de chineses, e onde toda a saga começou. No interior da pequena casa abandonada ela prepara um altar para Ming,
acende uma vela junto ao retrato do casal Ming e Zheng, enquanto ora por
ela e dá por encerrada sua missão No exterior, vemos o fantasma de Ming sentado à beira do rio.
Tão logo a oração de Luíza termina, a imagem
de Ming desaparece. Com a verdade e justiça restabelecidas, a jovem
Ming, finalmente, pode descansar em paz.
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